Vai haver rastreio ao cancro do pulmão, da próstata e do estômago no SNS?

Ainda não. O Parlamento recomendou ao Governo que avalie esse alargamento e, no pulmão, que avalie os projetos-piloto e pondere um programa nacional. Uma resolução recomenda, não obriga.

Quem votou o quê

Projeto de Resolução 821/XVII · Votação final global, 18 de setembro de 2026: Aprovado.

A favor
  • BE
  • JPP
  • PAN
  • PCP
  • L
  • PS
  • IL
  • CH
Contra
Nenhum partido
Abstenção
  • PSD
  • CDS-PP
Registo oficial da Assembleia da República

Último desenvolvimento

: Publicada em Diário da República

Atualizado a 25 de outubro de 2026

O essencial

  1. O texto publicado recomenda reforçar os rastreios da mama, do colo do útero e colorretal, com mais cobertura da população elegível e menos desigualdade territorial no acesso.

  2. Quem não tem médico de família atribuído deve passar a ser identificado, convocado e acompanhado por mecanismos próprios das Unidades Locais de Saúde e da saúde pública.

  3. O Governo é chamado a avaliar, com base em evidência científica e na capacidade do SNS, o alargamento faseado dos rastreios ao cancro do pulmão, da próstata e gástrico. No pulmão, deve avaliar os projetos-piloto e ponderar um programa nacional com tomografia de baixa dose.

  4. A resolução pede indicadores públicos regulares, nacionais, regionais e por Unidade Local de Saúde, sobre cobertura, adesão, tempos de resposta e seguimento de resultados suspeitos.

Como chegámos aqui

  1. A comissão junta oito projetos num texto

    A Comissão de Saúde fecha um texto final único que substitui os projetos do JPP, do PAN (dois), do CH, do PCP, do PS, do BE e do L.

  2. Votação final global

    O texto único é aprovado com os mesmos sentidos de voto: a favor CH, PS, IL, L, PCP, BE, PAN e JPP, com abstenção de PSD e CDS-PP.

  3. Publicada em Diário da República

    A resolução sai na I série do Diário da República n.º 195/2026, com 16 recomendações ao Governo sobre rastreio, prevenção e proteção dos doentes.

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Fontes e detalhe4 fontes

Fontes

O que convém não confundir