PCP, BE e Livre pedem apreciação parlamentar do decreto-lei da PSU

O Partido Comunista Português (PCP), o Bloco de Esquerda (BE) e o Livre entregaram um pedido de apreciação parlamentar do decreto-lei que cria a Prestação Social Única (PSU), reunindo os dez deputados exigidos por lei: seis do Livre, três do PCP e um do BE.

Quem votou o quê

Proposta de Lei 85/XVII · Votação na generalidade, 25 de junho de 2026: Aprovado.

A favor
  • PSD
  • IL
  • CDS-PP
Contra
  • BE
  • JPP
  • PAN
  • PCP
  • L
  • CH
Abstenção
  • PS
Registo oficial da Assembleia da República

Último desenvolvimento

: PCP, BE e Livre entregam pedido de apreciação parlamentar da PSU

Atualizado a 24 de agosto de 2026

O essencial

  1. O mecanismo de apreciação parlamentar de decretos-lei, na Assembleia da República, exige a assinatura de, pelo menos, dez deputados. O pedido tem de ser entregue por escrito no prazo de 30 dias após a publicação do decreto-lei no Diário da República. Deste processo pode resultar a alteração ou a cessação de vigência do diploma.

  2. A Lei n.º 36/2026, publicada a 27 de julho de 2026, autoriza o Governo a criar a PSU no âmbito do subsistema de solidariedade. A proposta de lei do Governo tinha sido aprovada em votação final global a 25 de junho de 2026 e promulgada pelo Presidente da República a 17 de julho de 2026.

  3. A Assembleia da República registou, a 21 de agosto de 2026, o pedido de Apreciação Parlamentar n.º 18/XVII/1.ª ao Decreto-Lei n.º 166/2026, de 13 de agosto, que cria a PSU no âmbito do subsistema de solidariedade. O pedido reúne dez deputados subscritores: seis do Livre (Isabel Mendes Lopes, Paulo Muacho, Jorge Pinto, Patrícia Gonçalves, Filipa Pinto e Rui Tavares), três do PCP (Paula Santos, Paulo Raimundo e Alfredo Maia) e um do BE (Fabian Figueiredo).

  4. O PCP, o BE e o Livre pedem a apreciação parlamentar do decreto-lei do Governo que cria a PSU.

Como chegámos aqui

  1. Lei n.º 36/2026 é publicada

    É publicada a Lei n.º 36/2026, que autoriza o Governo a criar a PSU. O diploma tinha sido promulgado pelo Presidente da República a 17 de julho de 2026.

  2. Grupo de trabalho da Segurança Social apresenta relatório final

    O grupo de trabalho da Reforma da Segurança Social, coordenado por Jorge Bravo, apresenta o relatório final sobre a sustentabilidade do sistema de pensões e da Segurança Social. Este tema é distinto da PSU.

  3. PCP, BE e Livre entregam pedido de apreciação parlamentar da PSU

    O PCP, o BE e o Livre entregaram o pedido de apreciação parlamentar do decreto-lei que cria a PSU, reunindo os dez deputados exigidos por lei: seis do Livre, três do PCP e um do BE. O PCP não exclui pedir a cessação de vigência do diploma, enquanto o Livre e o BE pretendem apenas alterá-lo. Os partidos argumentam que a medida "incumpre a promessa reiterada de que ninguém seria prejudicado" e "perpetua a espiral de pobreza" em Portugal.

Relacionados

Fontes e detalhe11 fontes

Fontes

Mais pormenores

O que se sabe (11)

  • Os três partidos consideram que a PSU não é favorável a todas as famílias, sobretudo às que já estão no limiar da pobreza, e que os valores de referência são insuficientes. Acrescentam que, em certos casos, pode resultar em perda de rendimento para os beneficiários.

  • Os partidos pretendem apresentar propostas de alteração ao decreto-lei da PSU através deste pedido de apreciação parlamentar.

  • O deputado do PCP Alfredo Maia afirmou que havia contactos em marcha com outras bancadas para reunir o apoio necessário ao pedido de apreciação parlamentar do decreto-lei da PSU, que classificou de inaceitável e profundamente injusto.

  • O decreto-lei do Governo que cria a PSU foi publicado numa quinta-feira de agosto de 2026, entrou em vigor na sexta-feira seguinte, mas só produz efeitos a 31 de dezembro.

  • O valor de referência da PSU foi fixado em 268 euros. O Governo apresenta-o como um aumento face ao apoio social anterior.

  • A PSU junta 13 apoios sociais do subsistema de solidariedade, incluindo o Rendimento Social de Inserção (RSI), e exclui expressamente o Complemento Solidário para Idosos (CSI).

  • O pedido de apreciação parlamentar reuniu os dez deputados exigidos por lei: seis do Livre, três do PCP e um do BE. O PCP não exclui pedir a cessação de vigência do decreto-lei da PSU, enquanto o Livre e o BE pretendem apenas alterá-lo.

  • O PCP, o BE e o Livre entregaram o pedido de apreciação parlamentar a 21 de agosto de 2026, argumentando que a medida "incumpre a promessa reiterada de que ninguém seria prejudicado" e "perpetua a espiral de pobreza" em Portugal.

  • Paulo Raimundo, do PCP, apelou ao Partido Socialista (PS) para reconsiderar a sua posição e acompanhar o pedido de apreciação parlamentar da PSU.

  • O BE acusa o Governo de ter mentido ao garantir que ninguém sairia prejudicado com a PSU, apontando como exemplo cortes no subsídio social de desemprego a partir do sexto mês de atribuição.

  • Os partidos criticam ainda a obrigatoriedade de trabalho social prevista no decreto-lei da PSU, incluindo para beneficiários com doença oncológica e determinado grau de incapacidade, a contabilização de apoios à habitação como rendimento, e a exclusão de agregados familiares com salário mínimo.

O que convém não confundir

  • O pedido de apreciação parlamentar da PSU, feito pelo PCP, pelo BE e pelo Livre, é distinto do relatório final do grupo de trabalho da Reforma da Segurança Social, coordenado por Jorge Bravo, apresentado a 18 de agosto de 2026. Esse relatório debate a sustentabilidade financeira do sistema de pensões e da Segurança Social e não incide sobre a PSU.