O Governo vai mudar o sistema de pensões por causa deste relatório?
Não nesta legislatura, segundo o próprio Governo. A 20 de agosto de 2026 disse que o dossiê estava fechado, e o relatório mantém-se um conjunto de recomendações de um grupo de trabalho.
Último desenvolvimento
: Jorge Bravo diz no Parlamento que agora era o momento de discutir a reforma
O essencial
Jorge Bravo disse na audição que, em Portugal, 80% dos pensionistas tem uma pensão no máximo até 750 euros e que cerca de 50% não chegam sequer aos 500 euros. Afirmou que entre as mulheres é ainda pior. Os valores são os da sua intervenção e não constam de um registo oficial.
Jorge Bravo rejeitou repetidamente que esteja a abrir a porta à privatização da Segurança Social. Defendeu que as contas nocionais de contribuição definida são o modelo mais adequado ao trabalho do século XXI e que a evidência aponta para a melhoria das pensões, não para a sua redução. A proposta foi criticada várias vezes na audição.
O grupo de peritos defende que a reforma não pode depender de uma maioria conjuntural, para não ser revertida a cada ciclo eleitoral, e cita a reforma sueca, assente em acordos multipartidários prolongados.
O BE chamou truque contabilístico ao estudo e o PCP acusou os peritos de manipular dados.
Como chegámos aqui
O Governo fecha a porta a uma reforma estrutural nesta legislatura
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse no briefing do Conselho de Ministros que o Governo assume que não o fará nesta legislatura e que o dossiê está fechado. Afirmou que as pensões estão protegidas e valorizadas com este Governo e afastou um corte. Respondia ao líder do Chega, André Ventura, que na véspera acusou o Governo de ter encomendado e manietado o estudo.
Paulo Raimundo diz que a promessa do Governo não vale nada
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou nos preparativos da Festa do Avante que a promessa do Governo de não mexer na Segurança Social nesta legislatura não vale nada. Acusou o executivo de atirar o barro à parede para avançar com uma privatização.
Jorge Bravo diz no Parlamento que agora era o momento de discutir a reforma
Jorge Bravo afirmou numa audição parlamentar que começar agora a discussão de uma reforma estrutural do sistema seria o momento adequado. Respondia a uma pergunta da deputada da IL Joana Cordeiro sobre o horizonte temporal em que devem ser feitas as mudanças de que o sistema de pensões precisa. Disse que o quadro macroeconómico e demográfico é desfavorável e que o envelhecimento não vai parar. Afirmou também que o sistema atual não dá proteção social adequada e paga pensões demasiado baixas.
