Investimento estrangeiro: recomendação para cumprir o novo regulamento europeu

O Parlamento aprovou a 28 de outubro uma recomendação do Chega ao Governo: preparar o país para cumprir o novo regulamento europeu de análise de investimentos estrangeiros.

Quem votou o quê

Projeto de Resolução 1309/XVII · Votação final, 28 de outubro de 2026: Aprovado.

A favor
  • JPP
  • PAN
  • PS
  • IL
  • CH
Contra
  • PCP
  • PSD
  • CDS-PP
Abstenção
  • BE
  • L
Registo oficial da Assembleia da República

A seguir

: Regulamento começa a aplicar-se

Atualizado a 1 de novembro de 2026

O essencial

  1. O regulamento obriga cada Estado-Membro a exigir autorização prévia para investimentos estrangeiros em empresas de produtos militares e de dupla utilização, semicondutores, tecnologias quânticas, certa inteligência artificial, matérias-primas estratégicas, sistemas eleitorais e certas entidades financeiras. Transportes, energia e infraestruturas digitais só entram se o Estado-Membro considerar a empresa crítica.

  2. O regulamento abrange também investimentos feitos através de empresas constituídas num Estado-Membro e controladas por um investidor de fora da UE.

  3. Em Portugal, o Decreto-Lei n.º 138/2014 permite ao Conselho de Ministros opor-se a que pessoas de fora da UE e do Espaço Económico Europeu comprem o controlo de ativos estratégicos de defesa e segurança, energia, transportes e comunicações. Só o pode fazer perante uma ameaça real e suficientemente grave à defesa e segurança nacional ou à segurança do aprovisionamento do país.

  4. Segundo a Comissão Europeia, desde o fim de 2025 todos os Estados-Membros têm regras para analisar investimento estrangeiro. Em 2025 notificaram 667 investimentos à Comissão.

Como chegámos aqui

  1. Enviado à comissão

    A iniciativa é admitida e enviada para discussão na Comissão de Assuntos Europeus.

  2. Aprovado no plenário

    A recomendação é aprovada em votação final no plenário.

  3. Regulamento começa a aplicar-se

    Data a partir da qual o novo regulamento europeu se aplica.

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Fontes e detalhe5 fontes

Fontes

Mais pormenores

O que se sabe (2)

  • O Chega pede a revisão dos setores abrangidos, notificação obrigatória de certas operações, prazos de decisão e mais meios para quem analisa.

  • O Chega cita o Banco de Portugal: no fim do primeiro semestre de 2026, o investimento direto do exterior em Portugal somava 225 mil milhões de euros, perto de 71% do PIB.

O que convém não confundir