O Estado vai passar a pagar parte dos corpos de bombeiros municipais?

Ainda não. É uma recomendação ao Governo, debatida no Plenário a 21 de outubro de 2026 e ainda sem votação. Mesmo aprovada, o modelo de financiamento teria de ser elaborado pelo Governo.

Quem votou o quê

Projeto de Resolução 1296/XVII · Votação na generalidade, 21 de outubro de 2026: Rejeitado.

A favor
  • BE
  • JPP
  • PAN
  • PCP
  • L
  • IL
Contra
  • PSD
  • CDS-PP
Abstenção
  • PS
  • CH
Registo oficial da Assembleia da República

Último desenvolvimento

: Debatido no Plenário

Atualizado a 22 de outubro de 2026

O essencial

  1. O projeto recomenda ao Governo que elabore e implemente um modelo nacional, integrado e coerente de financiamento dos corpos de bombeiros municipais e dos detidos por associações humanitárias, em articulação com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, a Liga dos Bombeiros Portugueses e as estruturas representativas dos bombeiros.

  2. Os critérios de financiamento que o projeto pede são a população abrangida, a área de atuação, os riscos identificáveis, o histórico do número e da gravidade das ocorrências, a dispersão territorial e as necessidades de resposta operacional.

  3. O projeto pede ainda que o Governo clarifique as responsabilidades financeiras do Estado, dos municípios, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, do Instituto Nacional de Emergência Médica e das associações humanitárias de bombeiros.

  4. Foi debatido no Plenário a 21 de outubro de 2026, em discussão conjunta com iniciativas de JPP, PAN, BE e Chega. Ainda não foi votado.

Como chegámos aqui

  1. Livre entrega o projeto

    O grupo parlamentar do Livre apresentou o Projeto de Resolução n.º 1296/XVII/2.ª, que recomenda ao Governo um modelo nacional de financiamento dos corpos de bombeiros.

  2. Debatido no Plenário

    A apreciação decorreu em discussão conjunta com os projetos 747/XVII/2.ª e 1239/XVII/2.ª do JPP, 1288/XVII/2.ª do PAN, 1298/XVII/2.ª do BE e 666/XVII/1.ª do Chega. Ainda não foi votado.

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Fontes e detalhe2 fontes

Fontes

Mais pormenores

O que se sabe (3)

  • O Livre invoca duas auditorias, com alcances diferentes. Segundo o projeto, o Tribunal de Contas, na auditoria ao financiamento dos corpos de bombeiros, concluiu ser necessária a definição de um modelo integrado e coerente de financiamento. Já a Inspeção-Geral de Finanças, na auditoria às subvenções públicas aos bombeiros, apresentou várias recomendações, uma delas sobre a criação de um modelo integrado de financiamento das associações humanitárias e dos corpos de bombeiros.

  • Segundo o projeto, as associações humanitárias de bombeiros têm um regime próprio de financiamento na Lei n.º 94/2015, de 13 de agosto, e não existe mecanismo nacional, regular e previsível equivalente para os corpos de bombeiros municipais.

  • O projeto liga a solução à revisão da Lei n.º 73/2013, de 3 de setembro, a lei das finanças locais, e pede que nessa revisão se reavalie o enquadramento financeiro das competências municipais de proteção civil.

O que convém não confundir

  • O projeto pede ao Plenário que recomende ao Governo, e não que altere uma lei. O modelo de financiamento continuaria a ser elaborado e aplicado pelo Governo.
  • O financiamento das associações humanitárias de bombeiros e o dos corpos de bombeiros municipais seguem regimes diferentes. O projeto pede que passem a ser harmonizados num só modelo.