O Parlamento aprovou a proposta do Bloco de Esquerda para limitar o preço dos combustíveis?

Não. A Assembleia da República rejeitou esta recomendação a 25 de setembro de 2026. Ela pedia ao Governo um mecanismo com preços máximos, limites à margem de lucro e tributação dos combustíveis.

Quem votou o quê

Projeto de Resolução 816/XVII · Votação na generalidade, 25 de setembro de 2026: Rejeitado.

A favor
  • BE
  • JPP
  • PAN
  • PCP
  • L
Contra
  • PSD
  • IL
  • CDS-PP
  • CH
Abstenção
  • PS
Registo oficial da Assembleia da República

Último desenvolvimento

: Rejeitado na votação na generalidade

Atualizado a 17 de outubro de 2026

O essencial

  1. O texto tem um único pedido ao Governo: criar um mecanismo de regulação dos preços dos combustíveis que junte preços máximos, limites de margem de lucro e tributação.

  2. Um projeto de resolução recomenda ao Governo. Mesmo aprovado, não fixa preços nem altera impostos por si.

  3. A discussão de 25 de setembro de 2026 juntou este pedido a outras cinco iniciativas sobre combustíveis e custo de vida: os Projetos de Resolução 736/XVII, 837/XVII, 1246/XVII e 1248/XVII e o Projeto de Lei 525/XVII.

  4. A rejeição a 25 de setembro de 2026 encerra esta iniciativa: não há votação na especialidade nem texto final.

Como chegámos aqui

  1. O Bloco entrega o pedido de preços máximos

    O deputado Fabian Figueiredo entrega o Projeto de Resolução n.º 816/XVII/1.ª, que recomenda ao Governo um mecanismo único com preços máximos, limites de margem de lucro e tributação dos combustíveis.

  2. Admitido e enviado para a comissão de energia

    A iniciativa é admitida, anunciada em plenário e baixa à Comissão de Ambiente e Energia, a comissão competente para a apreciar.

  3. Rejeitado na votação na generalidade

    Na reunião plenária n.º 6 o pedido é votado na generalidade e rejeitado: a favor L, PCP, BE, PAN e JPP, contra PSD, Chega, IL e CDS-PP, com o PS a abster-se.

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Fontes e detalhe2 fontes

Fontes

Mais pormenores

O que se sabe (3)

  • O Bloco de Esquerda sustenta que a operação militar dos EUA e de Israel contra o Irão provocou enorme volatilidade nos mercados energéticos e tornou necessário intervir nos preços.

  • O projeto cita a Croácia, que define periodicamente preços máximos da gasolina e do gasóleo, e a Hungria, que combinou fixação administrativa com controlo de margens e medidas fiscais.

  • O Bloco argumenta que o direito da União Europeia admite intervir na formação de preços em crise, desde que as medidas sejam temporárias, proporcionais e não discriminatórias.

O que convém não confundir

  • Preço máximo, limite à margem de lucro e tributação são três instrumentos diferentes. O projeto pedia os três no mesmo mecanismo e a votação foi sobre o conjunto, não sobre cada um.
  • A recomendação dirigia-se ao Governo português. Os exemplos invocados pelo Bloco, como a Croácia e a Hungria, são decisões de outros Estados e não se aplicam em Portugal.