O Estado vai pagar os custos extra de levar mercadorias por mar para a Madeira e os Açores?

Ainda não. É uma proposta de lei do JPP, entregue a 4 de setembro de 2026 e ainda não votada. Os quatro pareceres das Regiões Autónomas já entraram. Falta o debate e a votação na generalidade.

Último desenvolvimento

: Parecer do parlamento açoriano fecha os quatro

Atualizado a 16 de outubro de 2026

O essencial

  1. O Projeto de Lei n.º 733/XVII foi entregue a 4 de setembro de 2026 pelo JPP e pelo deputado Filipe Sousa.

  2. A proposta cobre o transporte marítimo de mercadorias entre o continente e as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores e nas ligações entre ilhas.

  3. Os quatro pareceres pedidos às Regiões Autónomas já entraram: Governo da Madeira a 22 de setembro de 2026, Governo dos Açores a 24, parlamento madeirense a 29 e parlamento açoriano a 30.

  4. Ainda não foi votada.

Como chegámos aqui

  1. Parecer do parlamento madeirense

    Entra o parecer da Assembleia Legislativa da Madeira, depois dos pareceres do Governo da Madeira, a 22 de setembro, e do Governo dos Açores, a 24.

  2. Disputa sobre o parecer madeirense

    Filipe Sousa acusa o PSD-M de juntar ao parecer o tema da ligação marítima de passageiros para travar a iniciativa, e diz-se aberto a alterações ao texto.

  3. Parecer do parlamento açoriano fecha os quatro

    O parecer da Assembleia Legislativa dos Açores é o quarto e último dos pareceres pedidos, e o passo mais recente do processo.

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Fontes e detalhe3 fontes

Fontes

Mais pormenores

O que se sabe (4)

  • O JPP afirma que o regime compensaria até 100% dos custos elegíveis, dentro dos limites nacionais e europeus, com verba anual própria no Orçamento do Estado.

  • Para o JPP, os custos elegíveis incluem frete marítimo, carga e descarga, movimentação e taxas portuárias, sobretaxas de combustível e transporte refrigerado.

  • Filipe Sousa diz que o parecer madeirense aceita compensar carga nos dois sentidos e incluir taxas portuárias, combustível e transporte refrigerado.

  • O autor diz que a proposta não cria uma ligação marítima de passageiros e acusa o PSD-M de usar esse tema para travar a iniciativa.

O que convém não confundir

  • A proposta trata de mercadorias. O autor afirma que não cria uma ligação marítima de passageiros e que foi o parecer do parlamento madeirense que trouxe esse tema para o debate.
  • Uma proposta entregue não é lei nem foi aprovada. Esta está na comissão competente, na fase de generalidade.