Vai existir uma carreira especial para quem trabalha no ordenamento do território?

Ainda não. A Assembleia rejeitou a 28 de outubro de 2026 a recomendação do JPP para o Governo criar essa carreira com os geógrafos incluídos. Criar ou não a carreira continua a depender do Governo.

Quem votou o quê

Projeto de Resolução 1201/XVII · Votação final, 28 de outubro de 2026: Rejeitado.

A favor
  • BE
  • JPP
  • PAN
  • PCP
  • L
  • CH
Contra
  • PSD
  • IL
  • CDS-PP
Abstenção
  • PS
Registo oficial da Assembleia da República

Último desenvolvimento

: Rejeitada na votação final

Atualizado a 30 de outubro de 2026

O essencial

  1. A recomendação foi rejeitada na votação final de 28 de outubro de 2026, com PSD, IL e CDS-PP contra e a abstenção do PS.

  2. O texto pedia ao Governo estudos, o levantamento dos trabalhadores abrangidos, a avaliação do impacto financeiro e negociação coletiva antes de criar a carreira, e que as medidas legislativas e orçamentais chegassem a tempo de entrar no Orçamento do Estado para 2027.

  3. Pedia que a carreira incluísse quem tem formação superior em Geografia e desempenha funções de planeamento, ordenamento, gestão, monitorização ou análise territorial, com salvaguarda da antiguidade e da remuneração base.

  4. A lei só permite criar uma carreira especial quando se juntam três condições: as funções não podem ser absorvidas pelas carreiras gerais, os deveres são mais exigentes do que nestas e é exigido um curso de formação específico de pelo menos seis meses, um grau académico ou um título profissional.

Como chegámos aqui

  1. Entrada na Assembleia

    O deputado único do JPP, Filipe Sousa, entrega o Projeto de Resolução n.º 1201/XVII/1.ª, assinado no Palácio de São Bento a 12 de agosto de 2026.

  2. Admissão e baixa à comissão

    A recomendação é admitida e desce à Comissão de Economia e Coesão Territorial para discussão. A 11 de setembro a Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública passa a ser a comissão competente.

  3. Rejeitada na votação final

    Na Reunião Plenária n.º 16, CH, L, PCP, BE, PAN e JPP votam a favor, PSD, IL e CDS-PP contra e o PS abstém-se. A recomendação é rejeitada.

Relacionados

Fontes e detalhe3 fontes

Fontes

Mais pormenores

O que se sabe (2)

  • Segundo o JPP, a proposta divulgada em agosto de 2026 pela Ordem dos Arquitectos, pela Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e pela Associação Portuguesa de Urbanistas prevê categorias profissionais apenas para arquitetos, arquitetos paisagistas e urbanistas.

  • O JPP afirma que a Associação Portuguesa de Geógrafos manifestou publicamente preocupação com a omissão da sua área profissional.

O que convém não confundir

  • São gerais as carreiras com funções de que a generalidade dos órgãos e serviços carece, e especiais as que servem funções de que apenas um ou alguns carecem. Era uma carreira especial, para o ordenamento do território, que o JPP pedia.
  • Segundo o próprio texto do JPP, a proposta das três associações não é um diploma do Governo nem um processo negocial formal.