O subsídio de doença de quem tem cancro passa a ser pago a 100%?

Não. O Bloco pedia isso, mas a resolução aprovada só recomenda ao Governo que avalie apoios ao rendimento durante a baixa. Não muda a lei.

Quem votou o quê

Projeto de Resolução 825/XVII · Votação final global, 18 de setembro de 2026: Aprovado.

A favor
  • BE
  • JPP
  • PAN
  • PCP
  • L
  • PS
  • IL
  • CH
Contra
Nenhum partido
Abstenção
  • PSD
  • CDS-PP
Registo oficial da Assembleia da República

Último desenvolvimento

: Publicado no Diário da República

Atualizado a 1 de novembro de 2026

O essencial

  1. No projeto de lei 403/XVII, que alterava o Decreto-Lei n.º 28/2004, votaram contra PSD, IL e CDS-PP, e o PS absteve-se. CH, Livre, PCP, BE, PAN e JPP votaram a favor.

  2. O texto aprovado pede que se avalie o alargamento faseado dos rastreios ao cancro do pulmão, da próstata e gástrico.

  3. Pede ainda acesso mais simples a prestações sociais, apoios à deslocação e acompanhamento psicológico para quem tem cancro.

  4. O Bloco diz no projeto que o subsídio de doença de quem tem cancro fica hoje entre 55% e 75% da remuneração de referência, e que a lei já paga a 100% a quem falta para cuidar de um filho com cancro.

Como chegámos aqui

  1. Comissão de Saúde junta oito propostas num só texto

    O texto final junta os projetos do JPP, do PAN (dois), do Chega, do PCP, do PS, do BE e do Livre.

  2. Aprovado na votação final global

    O texto conjunto é aprovado no plenário, sem votos contra.

  3. Publicado no Diário da República

    A resolução sai no Diário da República, 1.ª série, n.º 195/2026, com o título «Recomenda ao Governo o reforço dos rastreios oncológicos, da prevenção, do diagnóstico precoce e da proteção dos doentes oncológicos».

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