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Compra pelo Estado de 13,7% da REN e justificação do prémio pago

A Parpública, holding do Estado português, comprou à Pontegadea Inversiones 13,7% do capital da Redes Energéticas Nacionais (REN), tornando o Estado o segundo maior acionista, atrás do State Grid Corporation of China, que detém 25%. O Jornal Económico avançou que o negócio ronda 380 milhões de euros, com um prémio de cerca de 17% face à cotação em bolsa no dia do anúncio, a 14 de agosto de 2026. A 20 de agosto de 2026, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, justificou o prémio com a "influência relevante" e o "poder inerente" da participação, e com a pouca liquidez do mercado acionista da REN. O Governo não revela o valor exato enquanto o Tribunal de Contas não concluir a fiscalização prévia. O Estado tinha vendido a sua última participação na REN, de 11%, em 2014.

Atualizado em 20 de agosto de 2026Leitura completa · cerca de 3 min

O essencial

  1. A Parpública, holding do Estado português, comprou à Pontegadea Inversiones 91.723.676 ações da REN, equivalentes a 13,7% do capital, tornando o Estado o segundo maior acionista, atrás do State Grid Corporation of China, que detém 25%.

  2. O Jornal Económico avançou que o Estado pagou 380 milhões de euros pela participação de 13,7% na REN, incluindo um prémio de cerca de 17%, ou aproximadamente 55 milhões de euros, acima do preço de fecho das ações no dia em que a operação foi anunciada ao mercado.

  3. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, justificou o prémio pago dizendo que uma participação desta dimensão comprada de uma só vez tem um "poder inerente" que lhe confere valor adicional, e que a pouca liquidez do mercado acionista da REN torna mais caro comprar uma participação equivalente de forma gradual em bolsa.

  4. A operação está sujeita a fiscalização prévia do Tribunal de Contas e António Leitão Amaro afirmou que não revela o valor da operação enquanto esse processo estiver em curso.

Como chegámos aqui

  1. Pontegadea vende 13,7% da REN à Parpública

    A Pontegadea Inversiones vendeu à Parpública, holding do Estado português, 91.723.676 ações da REN, equivalentes a 13,7% do capital. O Estado passou a ser o segundo maior acionista da empresa, atrás do State Grid Corporation of China, que detém 25%.

  2. Jornal Económico avança valor de 380 milhões de euros

    O Jornal Económico noticiou que o Estado pagou 380 milhões de euros pela participação de 13,7% na REN, incluindo um prémio de cerca de 17% acima do preço de fecho das ações no dia do anúncio. A operação ficou dependente da aprovação do Tribunal de Contas.

  3. Governo justifica prémio pago na compra da REN

    O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, justificou publicamente o prémio pago na compra de 13,7% da REN, dizendo que a participação tem um "poder inerente" e que a pouca liquidez do mercado acionista da REN torna mais caro comprar uma participação equivalente de forma gradual em bolsa. Não revelou o valor da operação enquanto o processo estiver no Tribunal de Contas.

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Mais pormenores

O que se sabe (1)

  • O Estado português tinha vendido a sua última participação na REN, de 11%, em 2014, por 157 milhões de euros, durante o Governo de Pedro Passos Coelho.

O que convém não confundir

  • Esta informação diz respeito à justificação pública do Governo para o prémio pago na compra de 13,7% da REN, e não ao anúncio inicial da operação, feito a 14 de agosto de 2026.
  • A fiscalização prévia do Tribunal de Contas sobre esta operação é uma etapa distinta, ainda em curso, e não é uma decisão final sobre a validade da compra.
  • A venda em 2014 da última participação do Estado na REN, de 11% por 157 milhões de euros, foi uma operação distinta, ocorrida sob outro Governo, e não se confunde com esta entrada de capital em 2026.