Quem pode ser contratado para dar aulas numa escola privada?

Hoje, só quem tem as habilitações exigidas para a mesma disciplina na escola pública. A Iniciativa Liberal propõe admitir licenciados, mestres ou doutores com 20 ECTS na área quando faltarem professores profissionalizados. É uma proposta e ainda não é lei.

O que muda

RegraHojeCom a proposta
Quem pode dar aulas numa escola privadaSó quem tem as habilitações exigidas na escola públicaNas escolas com cursos ou planos próprios, as habilitações são fixadas caso a caso por despacho do Governo.Também licenciados, mestres ou doutores com 20 ECTS na área
Nas escolas com cursos ou planos próprios, as habilitações são fixadas caso a caso por despacho do Governo.

Artigo 45.º do Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo (Decreto-Lei n.º 152/2013) e artigo 2.º do Projeto de Lei n.º 763/XVII/2.ª

Último desenvolvimento

: Desce à comissão sem votação

Atualizado a 30 de outubro de 2026

O essencial

  1. O texto proposto mantém os dois primeiros números do artigo 45.º do Estatuto e acrescenta-lhe os números 3 a 12.

  2. A seleção excecional exige o grau de licenciado, mestre ou doutor, 20 ECTS na área científica do ciclo, disciplina ou área disciplinar a lecionar e prova de conhecimentos e competências científicas e pedagógicas.

  3. No primeiro ano letivo o docente leciona autonomamente com supervisão da direção pedagógica, que o avalia no fim do primeiro e do segundo ano. Uma avaliação negativa impede-o de continuar a lecionar naquela escola.

  4. Nas componentes de formação especializada, artística especializada ou tecnológica podem lecionar pessoas com experiência profissional relevante reconhecida pela direção pedagógica.

Como chegámos aqui

  1. Texto e título substituídos

    O texto e o título do projeto são substituídos a pedido dos autores.

  2. Debate no Plenário com mais seis iniciativas

    Discussão na generalidade em conjunto com projetos de lei do PCP, do Livre e do CDS-PP e projetos de resolução do Chega, do Livre e do PS sobre professores.

  3. Desce à comissão sem votação

    O requerimento da Iniciativa Liberal para baixar o projeto à comissão sem votação na generalidade é aprovado por unanimidade. Começa a nova apreciação na Comissão de Educação e Ciência.

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Fontes e detalhe3 fontes

Fontes

Mais pormenores

O que se sabe (2)

  • A Iniciativa Liberal escreve que cerca de 20% dos professores ponderam abandonar a docência nos próximos cinco anos e 54% entre os menores de 30 anos, e atribui os números ao Conselho Nacional de Educação.

  • A Iniciativa Liberal aponta como modelo o regime do ensino público, que admite contratar docentes com habilitação própria quando se esgotam os profissionalizados, e diz querer ir mais longe nas escolas privadas.

O que convém não confundir

  • Baixar à comissão sem votação não é aprovar. O Plenário não votou o conteúdo do projeto, só o requerimento da Iniciativa Liberal.
  • A mudança vale apenas para as escolas particulares e cooperativas de nível não superior, não para as escolas públicas.