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Caso da TAP (Alexandra Reis)

A indemnização de 500 mil euros à administradora Alexandra Reis, as demissões governamentais e as conclusões da comissão de inquérito.

Atualizado em 11/09/20263 min de leitura

Aeronave da TAP Air Portugal na placa de estacionamento do aeroporto

O essencial do caso

5 pontos-chave

Em dezembro de 2022 soube-se que a TAP pagou 500 mil euros à administradora Alexandra Reis para sair da empresa. Meses depois, ela tornou-se secretária de Estado do Tesouro. O caso levou à demissão do ministro Pedro Nuno Santos, à exoneração por justa causa da liderança da TAP e a uma comissão parlamentar de inquérito.

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  1. Indemnização de 500.000 euros

    Alexandra Reis recebeu 500 mil euros brutos ao sair da administração executiva da TAP em fevereiro de 2022, por acordo negociado por iniciativa da empresa. A TAP comunicou ao mercado uma renúncia ao cargo, informação que a CMVM considerou não verdadeira, multando a empresa em 50 mil euros.

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  2. Queda de Pedro Nuno Santos e secretários de Estado

    Alexandra Reis saiu do Governo a 27 de dezembro de 2022, a pedido do ministro das Finanças. No dia seguinte demitiram-se o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e o secretário de Estado Hugo Santos Mendes. A anuência dada por WhatsApp só foi revelada em janeiro de 2023.

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  3. IGF declara acordo nulo e manda devolver verbas

    A auditoria da Inspeção-Geral de Finanças concluiu que o acordo violou o Estatuto do Gestor Público, determinando a nulidade do pagamento e a devolução de cerca de 450 mil euros.

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  4. Demissão da CEO e Chairman da TAP

    O Governo exonerou com justa causa a presidente executiva Christine Ourmières-Widener e o presidente do conselho de administração Manuel Beja com base nas conclusões do relatório da IGF.

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  5. Comissão Parlamentar de Inquérito

    O Parlamento criou a comissão de inquérito à tutela política da gestão da TAP em fevereiro de 2023. O relatório final foi aprovado na comissão em julho de 2023, só com os votos do PS.

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Ponto de situação

O que se sabe vs. o que falta

📍 Onde estamos agora (1)

  • Em maio de 2023, Alexandra Reis devolveu à TAP 266.412,76 euros, o valor líquido indicado pela empresa, embora discorde da IGF. A antiga CEO Christine Ourmières-Widener pede 5,9 milhões de euros à TAP num tribunal cível, e a ação principal ainda não tem decisão.

❓ O que falta saber (3)

  • Qual será a decisão final do tribunal no processo em que a ex-CEO pede uma indemnização à TAP por ter sido exonerada?

  • Que garantias de controlo financeiro e reporte prévio foram efetivamente implementadas na gestão das empresas do setor empresarial do Estado?

  • Qual o desfecho do inquérito do Ministério Público (DCIAP) à indemnização, que já levou a buscas na TAP na operação Cheque In?

Cronologia essencial

🧭 Os marcos que mudaram o caso

  1. OrigemTAP comunica ao mercado a saída de Alexandra Reis

    A TAP comunica ao mercado a saída de Alexandra Reis como renúncia ao cargo. Na realidade, a saída resultou de um acordo com uma compensação global de 500 mil euros brutos.

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  2. ProvasCorreio da Manhã revela a indemnização

    O Correio da Manhã noticia que a recém-empossada secretária de Estado do Tesouro, Alexandra Reis, recebeu 500 mil euros para sair da TAP. A notícia desencadeia contestação pública imediata.

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  3. Consequência políticaDemissão de Pedro Nuno Santos

    Após a demissão de Alexandra Reis pedida por Fernando Medina, o ministro Pedro Nuno Santos assume a responsabilidade política e demite-se do Governo.

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  4. InvestigaçãoRelatório da IGF e demissões na TAP

    A IGF conclui que o acordo é nulo. Fernando Medina e João Galamba anunciam a exoneração por justa causa da CEO e do presidente do conselho de administração da TAP.

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  5. Consequência políticaComissão de inquérito aprova o relatório final

    A comissão de inquérito aprova o relatório final apenas com os votos a favor do PS. PSD, Chega, IL, PCP e BE votam contra e acusam o PS de omitir informação relevante.

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O que foi dito publicamente

💬 As posições principais

Pedro Nuno Santos

Demitiu-se a 28 de dezembro de 2022, assumindo a responsabilidade política. A 20 de janeiro de 2023 admitiu ter dado anuência política à indemnização por mensagem, dizendo que ninguém no gabinete tinha memória dessa comunicação.

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Alexandra Reis

Diz que a saída foi decidida pela então CEO e que aceitou o acordo de boa-fé. Discorda da IGF, mas em maio de 2023 devolveu à TAP 266.412,76 euros, o valor líquido indicado pela empresa.

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Christine Ourmières-Widener

Contesta em tribunal a exoneração por justa causa, que considera ilegal e com motivação política. Afirmou no Parlamento ter confirmação escrita do secretário de Estado Hugo Mendes a aprovar a indemnização.

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Inspeção-Geral de Finanças (IGF)

Concluiu que o acordo violou o Estatuto do Gestor Público, é nulo e obriga à devolução das verbas à TAP.

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No Parlamento

Registos oficiais

  • Inquérito Parlamentar 7/XV/1 - Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar à Tutela Política da Gestão da TAPDocumento oficial
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