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Operação Influencer

As buscas em São Bento, os 75.800€ em notas no gabinete, a demissão de António Costa e a decisão da Relação de Lisboa.

Atualizado em 11/09/20263 min de leitura

Palácio de São Bento, residência oficial do Primeiro-Ministro em Lisboa

O essencial do caso

5 pontos-chave

Em novembro de 2023, buscas do Ministério Público, com apoio da PSP, levaram à apreensão de 75.800 euros em notas no gabinete de Vítor Escária, em São Bento, e à demissão de António Costa. O caso incide sobre o centro de dados da Start Campus em Sines, o lítio e o hidrogénio. Em abril de 2024, a Relação de Lisboa concluiu que os factos apresentados não indiciavam crimes. O inquérito continua no DCIAP, sem acusação.

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  1. Buscas e demissão do Primeiro-Ministro

    A 7 de novembro de 2023, a PGR anunciou buscas, incluindo em espaços usados pelo chefe de gabinete do Primeiro-Ministro, e um inquérito no Supremo Tribunal de Justiça. António Costa apresentou a demissão no mesmo dia.

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  2. 75.800€ em numerário apreendidos

    As autoridades encontraram 75.800 euros em notas, guardados em envelopes, livros e caixas de vinho, no gabinete de Vítor Escária, chefe de gabinete de António Costa.

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  3. Centro de dados de 3,5 mil milhões

    O núcleo da suspeita envolvia alegadas facilidades administrativas e ambientais para viabilizar o projeto do centro de dados Sines 4.0 da Start Campus.

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  4. Relação descarta tese de corrupção

    A 17 de abril de 2024, a Relação de Lisboa rejeitou o recurso do Ministério Público, deu razão a Escária e Lacerda Machado e deixou todos os arguidos apenas com termo de identidade e residência, por não ver indícios de crime.

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  5. Processo autónomo e transição no DCIAP

    Em abril de 2024, depois de António Costa deixar o cargo, o inquérito que o envolve passou do Ministério Público junto do Supremo para o DCIAP. Costa foi ouvido como declarante em maio de 2024 e não é arguido.

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Ponto de situação

O que se sabe vs. o que falta

📍 Onde estamos agora (1)

  • O inquérito continua no DCIAP, sem acusação. Em dezembro de 2025, o diretor do DCIAP disse que a investigação aguarda acesso a provas apreendidas, travado por reclamações de advogados. António Costa não foi constituído arguido. Os arguidos estão só com termo de identidade e residência.

❓ O que falta saber (3)

  • Que matéria subsistirá para eventual acusação criminal após o acórdão da Relação rejeitar a corrupção?

  • Qual a origem dos 75.800 euros apreendidos no gabinete de Vítor Escária, que a Relação recusou devolver em 2025 e que o Ministério Público continua a investigar?

  • Qual o impacto ambiental e financeiro definitivo dos licenciamentos concedidos aos projetos energéticos de Sines?

Cronologia essencial

🧭 Os marcos que mudaram o caso

  1. OrigemOperação Influencer e demissão de Costa

    Buscas em São Bento e ministérios; comunicado da PGR refere inquérito sobre António Costa; o Primeiro-Ministro apresenta a demissão ao país.

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  2. ProvasRevelação do dinheiro em São Bento

    É noticiado que foram apreendidos 75.800 euros em notas no gabinete do chefe de gabinete do Primeiro-Ministro, em São Bento.

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  3. RespostaJuiz afasta a corrupção e liberta os detidos

    O juiz de instrução afasta a corrupção e a prevaricação, mas vê indícios de tráfico de influência. Todos os detidos saem em liberdade: Lacerda Machado com caução de 150 mil euros e entrega do passaporte, Escária com entrega do passaporte.

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  4. InvestigaçãoInquérito sobre António Costa passa para o DCIAP

    O inquérito sobre António Costa sai do Ministério Público junto do Supremo Tribunal de Justiça e passa para o DCIAP.

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  5. ProvasRelação não vê indícios de crime

    A Relação de Lisboa decide que os factos apresentados não ultrapassam o exercício normal de funções nem indiciam crimes, e deixa todos os arguidos só com termo de identidade e residência.

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O que foi dito publicamente

💬 As posições principais

António Costa

Disse não ter na consciência qualquer ato ilícito ou censurável e que o cargo de Primeiro-Ministro não é compatível com suspeitas sobre a sua integridade. Mais tarde criticou a PGR por ter tornado pública a suspeita.

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Ministério Público / DCIAP

Investiga suspeitas de prevaricação, corrupção e tráfico de influência ligadas às concessões de lítio, ao hidrogénio e ao centro de dados de Sines.

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Tribunal da Relação de Lisboa

Concluiu que as condutas dos governantes e consultores se enquadravam na normalidade da atividade de fomento económico sem prova de contrapartidas criminosas.

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Vítor Escária

Através do advogado, disse que o dinheiro vinha de atividade profissional anterior e que o declararia no IRS. Em 2025, ao pedir a devolução, disse que só 7.620 euros eram seus. A Relação recusou devolver o dinheiro.

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Fontes

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