Caso dos Exames Nacionais
O que provocou as falhas na classificação digital dos exames, os contratos de urgência à Deloitte e a comissão de inquérito.

O essencial do caso
4 pontos-chaveEm julho de 2026, a classificação digital dos exames nacionais sofreu graves falhas técnicas. O Governo negou problemas, mas adiou o calendário 48 horas depois e o EduQA fez ajustes diretos à Deloitte por mais de 500 mil euros. O Parlamento constituiu uma comissão de inquérito e o Ministério Público abriu investigações.
1246Comissão parlamentar de inquérito
1O Bloco de Esquerda acionou o direito potestativo para constituir uma comissão de inquérito de 90 dias às decisões, contratações e consequências para os alunos.
Inquérito-crime no Ministério Público
6Na sequência de denúncia da Fenprof sobre irregularidades na classificação e tratamento de dados, o DIAP de Lisboa abriu um inquérito tutelado pela PGR.
Ponto de situação
O que se sabe vs. o que falta
📍 Onde estamos agora (1)
A comissão parlamentar de inquérito encontra-se constituída na Assembleia da República e o Ministério Público investiga a queixa da Fenprof. O processo de exames foi concluído com apoio da Deloitte.
❓ O que falta saber (3)
Quais as causas técnicas concretas das falhas e porque não foram acauteladas após o projeto-piloto de 2025?
Que impacto tiveram as falhas e os adiamentos nas colocações do concurso nacional de acesso ao ensino superior?
Qual o desfecho do inquérito do Ministério Público sobre os procedimentos de contratação e segurança de dados?
Cronologia essencial
🧭 Os marcos que mudaram o caso
Ministro desvaloriza falhas
Fernando Alexandre afirma no Parlamento que a maioria das denúncias de docentes é infundada e assegura o cumprimento integral do calendário.
3Governo recua e adia calendário
O Ministério reconhece dificuldades técnicas na plataforma digital e adia a afixação de pautas e as provas da 2.ª fase para salvaguardar a fiabilidade.
2BE avança com pedido de inquérito
O Bloco de Esquerda entrega o requerimento para uma Comissão Parlamentar de Inquérito de 90 dias aos contratos e à gestão da classificação digital.
1Comissão de inquérito constituída
Por ser requerimento potestativo ao abrigo da Constituição, a comissão é publicada em Diário da Assembleia da República e fica formalmente criada.
1Ministério Público abre inquérito-crime
O DIAP de Lisboa abre inquérito após queixa da Fenprof sobre as falhas no processo e a segurança dos dados dos alunos e classificadores.
6
O que foi dito publicamente
💬 As posições principais
Fernando Alexandre e Ministério da Educação
Inicialmente desvalorizou relatos de falhas; admitiu mais tarde constrangimentos técnicos, contratou apoio urgente e garantiu a equidade de acesso ao ensino superior.
32Bloco de Esquerda
Acusou a tutela de negligência e de ignorar alertas do projeto-piloto de 2025, acionando a comissão potestativa de inquérito no Parlamento.
1Fenprof
Denunciou a sobrecarga e o caos no sistema digital de correção, avançando com uma queixa-crime junto da Procuradoria-Geral da República.
6No Parlamento
Registos oficiais
- Inquérito Parlamentar n.º 10/XVII/1.ª — Requerimento e AdmissãoDocumento oficial
Consultar as fontes6 fontes originais
Fontes
Fontes consultadas
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