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Caso dos Exames Nacionais

O que provocou as falhas na classificação digital dos exames, os contratos de urgência à Deloitte e a comissão de inquérito.

Atualizado em 09/09/20262 min de leitura

Escola secundária onde se realizam provas dos exames nacionais

O essencial do caso

4 pontos-chave

Em julho de 2026, a classificação digital dos exames nacionais sofreu graves falhas técnicas. O Governo negou problemas, mas adiou o calendário 48 horas depois e o EduQA fez ajustes diretos à Deloitte por mais de 500 mil euros. O Parlamento constituiu uma comissão de inquérito e o Ministério Público abriu investigações.

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  1. Falhas na plataforma digital e adiamento

    Após denúncias de professores e dificuldades no carregamento de provas, o Ministério da Educação admitiu constrangimentos técnicos e adiou as pautas e a 2.ª fase.

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  2. Ajustes diretos de meio milhão à Deloitte

    O instituto público EduQA celebrou dois contratos de urgência com a Deloitte, totalizando mais de 500 mil euros com IVA, para suporte técnico e recuperação do sistema.

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  3. Comissão parlamentar de inquérito

    O Bloco de Esquerda acionou o direito potestativo para constituir uma comissão de inquérito de 90 dias às decisões, contratações e consequências para os alunos.

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  4. Inquérito-crime no Ministério Público

    Na sequência de denúncia da Fenprof sobre irregularidades na classificação e tratamento de dados, o DIAP de Lisboa abriu um inquérito tutelado pela PGR.

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Ponto de situação

O que se sabe vs. o que falta

📍 Onde estamos agora (1)

  • A comissão parlamentar de inquérito encontra-se constituída na Assembleia da República e o Ministério Público investiga a queixa da Fenprof. O processo de exames foi concluído com apoio da Deloitte.

❓ O que falta saber (3)

  • Quais as causas técnicas concretas das falhas e porque não foram acauteladas após o projeto-piloto de 2025?

  • Que impacto tiveram as falhas e os adiamentos nas colocações do concurso nacional de acesso ao ensino superior?

  • Qual o desfecho do inquérito do Ministério Público sobre os procedimentos de contratação e segurança de dados?

Cronologia essencial

🧭 Os marcos que mudaram o caso

  1. OrigemMinistro desvaloriza falhas

    Fernando Alexandre afirma no Parlamento que a maioria das denúncias de docentes é infundada e assegura o cumprimento integral do calendário.

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  2. RespostaGoverno recua e adia calendário

    O Ministério reconhece dificuldades técnicas na plataforma digital e adia a afixação de pautas e as provas da 2.ª fase para salvaguardar a fiabilidade.

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  3. Consequência políticaBE avança com pedido de inquérito

    O Bloco de Esquerda entrega o requerimento para uma Comissão Parlamentar de Inquérito de 90 dias aos contratos e à gestão da classificação digital.

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  4. Consequência políticaComissão de inquérito constituída

    Por ser requerimento potestativo ao abrigo da Constituição, a comissão é publicada em Diário da Assembleia da República e fica formalmente criada.

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  5. ProvasRevelados contratos com a Deloitte

    Vêm a público dois ajustes diretos da EduQA à consultora Deloitte por mais de 500 mil euros com IVA para tentar resolver os problemas da plataforma.

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  6. InvestigaçãoMinistério Público abre inquérito-crime

    O DIAP de Lisboa abre inquérito após queixa da Fenprof sobre as falhas no processo e a segurança dos dados dos alunos e classificadores.

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O que foi dito publicamente

💬 As posições principais

Fernando Alexandre e Ministério da Educação

Inicialmente desvalorizou relatos de falhas; admitiu mais tarde constrangimentos técnicos, contratou apoio urgente e garantiu a equidade de acesso ao ensino superior.

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Bloco de Esquerda

Acusou a tutela de negligência e de ignorar alertas do projeto-piloto de 2025, acionando a comissão potestativa de inquérito no Parlamento.

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Fenprof

Denunciou a sobrecarga e o caos no sistema digital de correção, avançando com uma queixa-crime junto da Procuradoria-Geral da República.

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No Parlamento

Registos oficiais

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